Configurando Montagem Automática de Dispositivos USB no Linux

30, maio, 2007 Comments
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Caros amigos, existem muitas distribuições que ainda não vem
configuradas para automaticamente montar dispositivos USB quando
conectados (Pen Drives, Câmeras, MP3 Players, etc)

Se a sua distribuição ainda não tem esse suporte é simples habilitá-lo:

Abra o console e entre como root:

    marcelo@marcelao:~$ su -
    root@marcelao:~# mkdir /mnt/usb
    root@marcelao:~# vi /etc/fstab

Adicione em seu arquivo fstab uma linha contendo o seguinte:

    /dev/sda1 /mnt/usb vfat rw,user,auto  0 0

Salve o arquivo e a partir de agora os dispositivos USB serão
automaticamente reconhecidos sempre que plugados, não necessitando mais
o uso do comando mount.

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Gerenciamento Automático de Pacotes no Slackware

30, maio, 2007 Comments
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Um software que muitos usuários de Slackware
sentem falta é um gerenciador automático de pacotes, assim como o APT
do Debian. Para resolver esse problema foi desenvolvido um script
chamado swaret, com o objetido de , além de instalar novos pacotes e
atualizar os que já estão instalados, permite que o usuário possa fazer
download de patches e códigos-fonte, resolver dependências e acessar
vários repositórios simultaneamente, como por exemplo o Linux Packages,
o maior repositórios de pacotes para Slackware.
     Para efetuar a instalação do Swaret podemos acessar o site oficial em http://swaret.sourceforge.net  ou então baixar diretamente pelo endereço http://ufpr.dl.sourceforge.net/sourceforge/swaret/swaret-1.6.2-noarch-1.tgz.tar através  do comando wget e instalar:

          # wget http://ufpr.dl.sourceforge.net/sourceforge/swaret/swaret-1.6.2-noarch-1.tgz.tar
          # installpkg swaret-1.6.2-noarch-1.tgz.tar

     Após a instalação do pacote um arquivo chamado
/etc/swaret.conf.new será criado. Este arquivo contém a configuração
padrão do Swaret, e para que o programa funcione é necessário que o
arquivo seja renomeado para swaret.conf através do comando:

          # cd /etc
          # mv swaret.conf.new swaret.conf

     Agora abra o swaret.conf com um editor de sua preferência e
edite-o. No final deste artigo estarei disponibilizando em anexo o um
arquivo de configuração otimizado, com vários mirrors e a lingua em
Português do Brasil.

     Feita a configuração chega a hora iniciarmos o uso do Swaret. O
primeiro comando importante que devemos executar é o update, que serve
para se conectar nos repositórios cadastrados e carregar as informações
de pacotes atualizadas. Portanto execute o comando:

# swaret –update

     É interessante que este comando seja executado periodicamente,
pois os repositórios nos servidores estão em constante alterações,
sempre com softwares sendo atualizados ou adicionados. Feita a
atualização, o swaret está pronto para uso. Agora vou explicar
rapidamente o seu esquema de funcionamento.

     O funcionamento do Swaret é bem simples, sua sintaxe é a seguinte:
    
     swaret –comando [palavra chave]

     Abaixo segue uma explicação simples de cada comando:

     swaret –upgrade
     Atualiza os pacotes instalados na máquinas pela versão mais
recente, caso exista alguma disponível nos repositórios. Caso o usuário
deseja atualizar apenas algum pacote específico pode ser especificado o
nome do pacote, como no exemplo:
# swaret –upgrade xorg

     swaret –install <palavra-chave>
     Instala um pacote ou grupo de pacotes, caso ainda não esteja instalado no computador,  ex:
     # swaret –install xfce

     swaret –reinstall <palavra-chave>
     Reinstala um pacote já instalado, útil para resolver problema de instalações corrompidas, ex:
     # swaret –reinstall kde
     Obs: caso não seja passado nenhum nome de pacote o swaret vai executar uma reinstalação em todos os pacotes do sistema.

     swaret –remove <palavra-chave>
     Remove um pacote instalado. Ex.:
     # swaret –remove gimp

     swaret –search <palavra-chave>
     Procura por pacotes que cujo nome contenha a palavra chave
informada, ou que possua algum arquivo com o mesmo nome da palavra
chave. Útil quando é necessária a instalação de algum arquivo que está
difícil de encontrar o pacote, ex:
     # swaret –search libmpeg.so

     swaret –show <palavra-chave>
     Mostra uma descrição do pacote digitado, ex:
     swaret –show gaim

ANEXO: Arquivo de Configuração do SWARET

#Arquivo de Configuração do Swaret – Otimizado para Slackware 10.2
VERSION=10.2
LANGUAGE=PORTUGUES_BR
ROOT=ftp://ftp.nluug.nl/pub/os/Linux/distr/slackware/slackware-$VERSION
ROOT=http://sunsite.cnlab-switch.ch/ftp/mirror/slackware/slackware-$VERSION
ROOT=ftp://ftp.slackware.no/pub/linux/slackware/slackware-$VERSION
ROOT=http://www.slackware.no/slackware/slackware-$VERSION
ROOT=ftp://ftp.slackware.at/slackware-$VERSION
ROOT=http://www.slackware.at/data/slackware-$VERSION
REPOS_ROOT=NYI_New_York_Internet%ftp://ftp3.linuxpackages.net/pub/Slackware-10.2/]
DEP_ROOT=http://www.swaret.org/swaret
DEP_ROOT=ftp://ftp.swaret.org/swaret
DEP_ROOT=rsync://rsync.swaret.org/swaret
RANDOMR=1
USEPKGDESC=1
EXCLUDE=kernel
EXCLUDE=lilo swaret
EXCLUDE=MANIFEST.bz2$
EXCLUDE=.*dl$ .*PACKAGER$ .*MYBUILD$
EXCLUDE=kde-i18n[nl,en_GB] koffice-i18n[nl,en_GB]
DEPENDENCY=1
DSEARCHLIB=1
DSEARCHM=1
MD5CHECK=1
GPGCHECK=0
DESC=1
CACHE_DIR=/var/swaret
LOG=1
LOG_FILE=/var/log/swaret
WARNINGS=1
INFORMATION=1
NIC=eth0
PROGRESS=1
TIMEOUT=35
RETRIES=5
PASSIVE_FTP=1


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Habilitando Aceleração 3D com placas da NVIDIA no Linux

30, maio, 2007 Comments
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Atualmente é muito comum o uso de computadores com placas de vídeo com
suporte à aceleração em 3D, tanto para jogos quanto para recursos
avançados que melhoram a usabilidade do sistema, como por exemplo o XGL.

Para quem possui uma placa aceleradora que usa Chipset da NVIDIA pode
instalá-lo facilmente, conforme os passos que descreverei a seguir.

Obs: Para que a instalação dos driver ocorra sem nenhum problema é
necessário ter instalado no computador os pacotes "kernel-source" e
"gcc".

1. Efetuando Download do Driver

O download dos drivers atuais para Linux de placas NVIDIA podem ser
feitos no site da NVIDIA para Unix , ou então pode ser pego direto do
ftp: ftp://download.nvidia.com/XFree86/. O arquivo a ser feito download se chama NVIDIA-Linux-{arquitetura}-{versão}-pkg1.run.

Até a data deste tutorial a versão mais nova do driver para arquitetura x86 podia ser pego aqui

2.Executando o Script de Instalação

Para executar o script de instalação é necessário habilitá-lo como
executável e em seguida executá-lo como root (no modo init 3):

    marcelo@~$ su -
    marcelo@~# init 3
    marcelo@~#chmod a+x NVIDIA-Linux-x86-1.0-8762-pkg1.run
    marcelo@~#./NVIDIA-Linux-x86-1.0-8762-pkg1.run

Agora é só seguir os passos do script até que a instalação do driver se complete.

3. Configurando o Servidor X11 para usar Aceleração 3D

O arquivo de configuração do X.org é /etc/X11/xorg.conf, enquanto o
arquivo de configuração do XFree86 configuration file é
/etc/X11/XF86Config. A sintaxe de ambos os arquivos é igual.

Para habilitar a aceleração 3D no arquivo de configuração do X
precisamos então mudar a configuração do Driver para o driver da nvidia
(provavelmente ele estará como “nv” ou “vesa”), simplesmente mudamos a
linha

    Driver "nv" (ou Driver "vesa", ou Driver "fbdev")

E renomeamos para:

    Driver "nvidia"

Na seção Module removemos as seguintes linhas:

    Load "dri"
    Load "GLCore"

E adicionamos a seguinte:

    Load "glx"

Obs: os usuários do sistema operacional SuSe não precisam executar todos estes comandos acima, basta apenas o uso do utilitário Sax:

    marcelo@~$ sax2 -m 0=nvidia

4. Iniciando novamente o servidor X

Para iniciar novamente o servidor X é só executar o comando:

    marcelo@~# init 5

5. Verificando se a Aceleração 3D está habilitada

Para verificar se a aceleração 3D está habilitada é só usar o comando:

    marcelo@~$ glxinfo

Se a linha "direct rendering" estiver como "Yes" a aceleração 3D está habilitada.

6. Bom proveito!

Agora é só aproveitar seu Linux com aceleração 3D e usar e abusar de recursos 3D, inclusive para jogos!

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Instalação de Servidor de Email com AntiSpam e AntiVírus

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Este tutorial explica passo a passo como configurar um servidor de email com suporte a vários recursos de antispam, múltiplos domínios, listas de discussão e armazenamento de contas em banco de dados MySQL utilizando o software Postfix.

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Usando SSH sem senha

29, maio, 2007 Comments
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Sempre que preciso de um esquema de backup seguro utilizo o rsync
através do SSH. O único problema é que toda vez que o rsync vai efetuar
seus backups é necessário digitar o senha de conexão ao servidor. Para
evitar este problema e manter a segurança entre as máquinas podemos
gerar um par de chaves sem senhas para efetuar a conexão entre as
máquinas.
    Neste tutorial estarei demonstrando como é simples a criação de um
par de chaves de alta segurança (2048 bits) para uso em nosso backup:
    Primeiramente devemos criar as nossas chaves pública e privada:

          # ssh-keygen -b 2048 -t dsa

    ATENÇÃO: Quando ele pedir o nome da chave e senha para a
mesma devemos somente apertar enter. O "X" da questão é deixar a senha
em branco!

    Após o comando acima serão geradas duas chaves em "~/.ssh/", uma
chamada id_dsa.pub que é sua chave pública, que deverá ser exportada
para o servidor, a outra é a id_dsa que é a chave privada e não deve
ser enviada para nenhuma outra máquina.
    Exportando a chave pública para o servidor:

          #cat ~/.ssh/id_dsa.pub | ssh marcelo@master 'cat – >> ~/.ssh/authorized_keys'

    Feito isso estaremos inserindo no arquivo authorized_keys do
servidor a nossa chave pública, permitindo então o nosso acesso sem
senha ao mesmo.
    Pronto! A partir de agora podemos conectar ao servidor via ssh ou
qualquer outro programa que utilize ssh (rsync, scp, sftp) sem precisar
de senha!

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Conversão de Arquivos UTF-8 e ISO-8859-1

30, abril, 2007 Comments
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A maioria das distribuições Linux atuais estão fazendo uso do Conjunto
de Caracteres Unicode (UTF8) ao invés do ISO8859-1 (usado pelo
Windows), portanto quando for feita uma cópia de arquivo do Windows
-> Linux e vice versa podemos passar por problemas tanto no nome do
arquivo quanto no conteúdo.

A seguir seguem duas dicas de como fazer essa conversão entre UTF8 e
ISO8859-1 tanto para o nome quanto para o conteúdo dos arquivos:

Convertendo nomes de Arquivos de Unicode para ISO (e vice-versa):

O linux possui u software chamado convmv que é capaz de fazer estas conversões. Este software funciona do seguinte modo:

    $ convmv -f [codificação origem] -t [codificação destino] [arquivo]

Um exemplo de conversão seria a seguinte:

    $ convmv -f iso8859-1 -t utf8 [nome do arquivo]

Se quisermos converter toda uma pasta recursivamente podemos tamém fazer uso do parâmetro "-r" no comando. ficando assim:


    $ cd pasta_iso
    $ convmv -f iso8859-1 -t utf8 -r

Convertendo Conteúdo de Arquivos de ISO para Unicode (e vice-versa):

Para essa conversão o linux não possui nenhum utilitário específico,
mas a linguagem PERL tem um comando capaz de fazer isso, portanto é só
criarmos 2 scripts:

iso2utf8:

    #!/usr/bin/perl
    #
    # iso2utf8 – Converte texto de ISO8859 para UTF-8
    #
    use Encode;
    while(<STDIN>){
        print encode("utf8", decode("iso-8859-1", $_));
    }

utf82iso:

    #!/usr/bin/perl
    #
    # utf82iso – Converte texto de UTF-8 para ISO8859
    #
    use Encode;
    while(<STDIN>){
        print encode("iso-8859-1", decode("utf8", $_));
    }

Feito isso podemos salvar nossos scripts em /usr/local/bin e sempre que precisarmos fazer alguma conversão usá-los com PIPE:

    $ cat arquivo_iso.txt | iso2utf8 > arquivo_utf.txt

ou:


    $ cat arquivo_utf.txt | iso2utf8 > arquivo_iso.txt


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